terça-feira, 28 de abril de 2015

#porumpaismaisinteligente

domingo, 26 de abril de 2015

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Fala Careca! Perdido no tempo.

Olá amigos, estou lançando mais um canal, chamado FALA CARECA!

Como o canal SERGIO OLIVEIRA - PROFESSOR é voltado para os assuntos ligados a educação e eu senti necessidade de falar sobre outros assuntos, cá estou!
Espero que vocês curtam!
Assistam, inscrevam-se no canal.
Bjs e abrçs.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

O GIGANTE QUER VOLTAR PARA A CAMA


Em junho de 2013 ele acordou. Despertou de um sono ao qual foi forçado em 1964, quando começou a tomar altas doses de poderosos soníferos que o fizeram sonhar com um mundo tranquilo, de paz, segurança, ordem e progresso. Os doutores que administravam seus medicamentos e velavam seu sono eram bastante competentes e renomados. Vestiam jalecos, mas não apenas os de tradicional cor branca, também vestiam verde, azul e cinza. Outros usavam ternos muito bem alinhados. O remédio custava caro, mas isso não era problema, um grupo de amigos ricos tinha muita grana para emprestar a juros baixos, desde que os doutores se comprometessem a manter o gigante em um sono tranquilo e com bons sonhos. Para garantir que o gigante seria um bom garoto e se comprometeria a ir para a cama cedo, contaram-lhe histórias sobre um bicho-papão, de longos pelos vermelhos, que comia crianças no café da manhã. Mas os doutores sempre prometiam ao jovem gigante que ele estaria sempre protegido durante seu sono, a qualquer custo. Fariam de tudo para manter o mal sempre distante.
Vinte e oito anos se passaram e durante este tempo o mundo mudou. Doutores vestidos de azul e amarelo assumiram o plantão. Alguns bichos-papões deixaram de existir. Outros se adaptaram a ambientes semelhantes ao quarto do gigante e ao espaço do plantão. Porém, como desconfiavam dos doutores, alguns continuaram vestindo seus casacos de pele vermelha. Enquanto isso, foram buscando suas formas próprias de adaptação ao novo mundo. Mas, de fato, eles estavam muito mais de acordo com os doutores que atuavam (e atuam) pelo mundo afora do que os velhos bichos-papões poderiam sonhar. Os doutores que cuidavam do gigante durante este período mudaram o remédio e aumentaram a dosagem do sonífero. Porém, esse novo medicamento não apresentou 100% de eficácia, como prometia a bula e o gigante quase acordou. O custo do tratamento subiu, já que os amigos ricos exigiam o retorno dos empréstimos contraídos pela equipe anterior e o pagamento dos juros. Com isso, os credores passaram a interferir intensamente nas decisões tomadas no plantão. A competência dos doutores foi posta em dúvida.
Diante deste quadro, um novo grupo assumiu o plantão. Os doutores de azul e amarelo foram demitidos. Novos doutores, que se vestiam de vermelho, mas que haviam se infiltrado no universo de seus colegas de azul e amarelo, se aliando a antigos amigos destes que andavam insatisfeitos com a forma como os velhos donos do plantão centralizavam as decisões. Essa nova equipe, agora dita “multidisciplinar”, experimentou novas fórmulas, alterou dosagens, vez ou outra ministrava novos soníferos. Porém cometeu um grande erro, reconheceu a existência de um segundo gigante, irmão do nosso amigo que dormia e resolveu ceder um pouco dos medicamentos a ele. Mesmo se tratando de uma dose pequena, aquilo foi suficiente para tirar o nosso amigo do seu estado de sono.
O gigante acordou, vinte e oito anos após se deitar, o que para ele pareciam apenas dias. Quando olhou a sua volta, não reconheceu nem o quarto, nem o hospital. Aparentemente tudo estava mudado. Paredes pintadas, saguão lotado, doutores diferentes e muitos escândalos de erros por parte destes. Como não acompanhou as transformações ocorridas ao longo do seu período de sono, o gigante acreditou que aquele terrível bicho-papão do qual seus velhos doutores falavam havia tomado o plantão. Como esteve dormindo por tanto tempo, não percebeu quantos erros, causados pelos seus doutores e por todos os outros que os sucederam prejudicaram as vidas de muitos. Daí, ele só conseguia concluir que os novos doutores, com seus jalecos vermelhos, seriam os culpados por tantas mudanças que, de fato nada de diferentes tinham em relação aos plantões anteriores, apenas as cores dos jalecos mudaram de fato.
A partir daí, nosso amigo gigante partiu a cobrar a volta de seus velhos doutores. Ele nada sabe sobre os motivos que levaram a substituição destes ou de seus sucessores, só sabe que acordou e viu tudo diferente, pelo menos em relação aquilo que ele entendia ser o espaço a sua volta, seu conhecimento era limitado. Ele só conseguia enxergar seu mundo a partir da divisão das coisas entre as que são “do bem” ou “do mal”, assim como seus velhos doutores o ensinaram. Ah, e que história é essa de irmão desconhecido pegou mal demais para ele. “Filho bastardo não deve ter direitos”, diz ele. Acredita que não tem culpa pela irresponsabilidade de todos que cuidaram dele até então e que, como ele paga seu plano em dia, todo o medicamento deve voltar a ser injetado apenas em seu soro.

Mas se engana você que acha que o gigante tenha acordado por querer transformar o plantão, criar novas fórmulas, tratamentos ou estratégias de administração. O que ele quer é voltar a receber seu sonífero, sem interferências, sem perder uma gota sequer e voltar o mais rápido possível a dormir tranquilo, protegido do mal, deitado em seu berço esplêndido. 

segunda-feira, 20 de abril de 2015

Fazer o quê?

Pensando sobre a periodicidade com a qual posto comentários e videos aqui (já  passei meses sem postar nada), concluí que deveria ser mais frequente, mais regular, nas minhas publicações.
Logo em seguida caí na real e lembrei que não vivo disso, NÃO recebo de nenhum governo ou partido para falar bem ou mal de ninguém, como já sabemos que ocorre por aí, neste universo de donos da verdade que a Internet se tornou. Não posso deixar as atribuições que garantem o sustento da minha família para isso, até  gostaria, mas não  dessa forma, não para ser um peão no joguete de manipulação de ninguém. A função do peão é ser derrubado.
Porém, bobo mesmo é quem acha que isso tudo seja exclusividade de algum governo ou partido, ou mesmo coisa recente, nascida nesta era de redes sociais da internet.
Portanto, aos meus 35 fiéis seguidores, peço que se acostumem a irregularidade de minhas publicações.
Bjs e abrçs!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

domingo, 12 de abril de 2015

APELO AOS COLEGAS DAS CIÊNCIAS HUMANAS

Hoje, ao corrigir algumas avaliações de meus alunos de ensino médio, me dei conta do quanto os mesmos não fazem ideia do que significam conceitos como Direita, Esquerda, Capitalismo, Socialismo e Comunismo e do quanto não os ensinamos em nome de um montante de “conteúdos” que precisamos cumprir a tempo. Porém, quase todos se apropriam destes conceitos para construir seus discursos polarizados, lotados de preconceitos, que replicam o senso comum da classe média, que nos convencionamos a chamar de “coxinhas” (sendo tão polarizados e preconceituosos quanto). É nítida a carência de conceitos dos nossos jovens, quase sempre estimulada por uma hierarquização das áreas de conhecimento que é, na maioria dos casos, construída dentro de casa. A ideia é de que as Ciências Humanas fariam parte de um conjunto de conhecimentos desnecessários, de menor importância para ascensão profissional ou para a manutenção da posição social daqueles mais favorecidos. E infelizmente essas ideias estão tão enraizadas em nossa sociedade que mesmo colegas de outras áreas do conhecimento (alguns poucos das próprias Humanas) supervalorizam suas ciências e diminuem a importância dos conceitos sociais. No ambiente escolar, nós profissionais de História, Geografia, Filosofia e Sociologia, somos os “chatos” que reclamam de tudo, os rebeldes que não aceitam as imposições dos patrões, mas se esquecem que somos também os “bois de piranha” que apontamos falhas, citamos direitos de deveres antes de todos. Com isso, as poucas conquistas que temos (que são para todos) são resultado da nossa chatice. Parece que só nós temos a exata noção do que é nosso direito.   
Portanto, eu proponho que todos nós façamos a nossa parte e nos concentremos primeiramente em ensinar os significados verdadeiros dos conceitos supracitados e que não sigamos com nossos conteúdos enquanto estes, que são os mais básicos, não sejam nitidamente compreendidos por nossos alunos.  Se algum colega ainda não tiver esses conceitos claros em mente, que estude, essa é a nossa função. Fico muito triste quando ouço falar de colegas que não apenas desconhecem o básico como ainda impõem suas opiniões limitadas declarando que os demais são “comunistas” e estes sim estariam querendo transformar os alunos em rebeldes, defensores das ideias de Marx ou “petistas” defensores de “bolsa miséria” ou de cotas, como me relatou uma aluna por esses dias, me contando sobre uma conversa que teve com uma amiga da mãe, formada em geografia (no caso desta, com G minúsculo mesmo).

Enfim, temos a responsabilidade de dar aos nossos alunos os caminhos para que a preguiça mental, a desinformação, a aceitação passiva de qualquer comentário propagado por canais de TV ou redes sociais não seja o padrão para as próximas gerações. Por mais que nossos empregadores nos digam que a quantidade de conteúdo é o que importa, não podemos fugir a nossa responsabilidade de ENSINAR os conceitos para que nossos alunos escolham, com base no conhecimento e não na desinformação ou no preconceito, quem querem ser diante da sociedade.

sábado, 11 de abril de 2015

Direto do Túnel do Tempo

Por muito tempo, um dos principais comentários que eu ouvia a respeito do nosso país era sobre o quanto nós brasileiros éramos atrasados. Sempre rejeitei essa opinião e, em minhas réplicas, usava os exemplos de brasileiros reconhecidos no exterior por sua visão atemporal, como Paulo Freire e meu eterno mestre Milton Santos .
Mas olhando a minha volta, nesse Brasil contemporâneo, minha impressão é de estar sentado no banco do carona do DeLorean do Dr. Brown, completamente desgovernado.
Nas ruas, uma classe média manipulada por uma certa empresa do setor de comunicação, exigindo que a mão pesada dos militares cale as vozes para conter, a qualquer custo, o avanço do comunismo (se naquela época eles não sabiam o que isso significa, imagine agora!). É quando olho para o painel e percebo que estou na década de 60.
Logo em seguida, olho os noticiários eletrônicos, estes sim, modernos e ágeis, (tão ágeis que já divulgam a notícia antes mesmo que ela se confirme e se torne uma notícia de verdade) e vejo o congresso votando um pacote de leis que trazem consigo a fúria neoliberal do Brasil dos anos 90 ou pior, dos EUA do início da "era Reagan ", nos anos 80.
Tudo isso vem acompanhado pelo eterno deslumbre a respeito do exterior, que tenta nos convencer que estamos no caminho certo sempre que adotamos um modelo de gestão testado (e reprovado), em especial pelos filhotes mal criados da Inglaterra. Agora me sinto nos anos 50.
Se temos o dom de imitar, por que não olhamos para os belgas, os noruegueses ou os dinamarqueses? Ou melhor, por que não aceitamos que nossa realidade é  única, criamos e impomos nosso próprio modo de vida, assim como fizeram os estadunidenses? Assim, estaríamos provando que é  possível aprender algo de bom com tudo e, finalmente, retomar nosso rumo de volta para o futuro.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Tipos de Alunos - Segundo seus Professores

E você professor, como era na sala de aula?

Mais um vídeo do canal Sergio Oliveira - Professor. https://www.youtube.com/channel/UCvsvFTlOWSFU_RBinLDU7Ow


Educação x Escolarização - MÁRIO SERGIO CORTELLA

Mário Sérgio Cortella - Educação x Escolarização



Vale a pena pensar a respeito.